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    Em uma época que se luta pela equidade de gêneros, os homens também ganham espaço nas temporadas de desfile. E as semanas de moda de Menswear se tornam cada vez mais movimentadas. Eles deixam de ser coadjuvantes e se tornam alvo dos fotógrafos de Steet Style!

    E pra gente sobra inspiração e boas referências, de uma moda que é charmosa, com tecidos nobres e extremamente bem feita.

    Para os apaixonados por alfaiataria é um verdadeiro deleite! Quem quiser acompanhar melhor, pode seguir os Instagrams de onde saiu essa seleção de fotos:

    @jaiperdumaveste

    @nytfashion

    @thesartorialist

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  2. Para a coleção de verão 2016 da Carbella, que está de forma mais detalhada no Portfolio, foram desenvolvidas duas estampas, uma floral e outra geométrica. Ambas inspiradas nos anos 60, que deram a tônica para a coleção. Esse foi um trabalho muito especial, pois pude participar de diversas formas, desde a inspiração até mesmo na concepção das fotos e catálogo dos vendedores. 

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  3. Essa semana aconteceu o primeiro Moda Vitrine Camaquã, e eu tive o prazer de fazer a produção do evento. Foi super bacana, pois trouxe uma proposta inovadora para o segmento na cidade. O foco é bem comercial, mas sem perder o charme e a informação de moda. O desfile foi feito no teatro do Sesc, e os convidados eram recepcionados com uma prévia do desfile no foyer do local através de uma exposição de looks das lojas. O lado comercial é crucial para qualquer marca de moda e aliar isso a conhecimento, tendência e oferecer experiência impactante é que da o diferencial para cada empresa. Foi tendo isso em vista que o primeiro Moda Vitrine aconteceu, mais fotos do dia você pode acompanhar pelas lentes da Ana Bede e sua equipe aqui

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    Nós, apaixonados por moda, temos contato com relatórios sobre tendências do assunto em todo lugar, de sites renomados a blogs pequenos, revistas, redes sociais, todo lugar diz o que vai ou não se usar.

    As marcas ainda tem acesso a locais com reports mais completos, como o WGSN, empresa que pesquisa tendências no mundo todo e fornece dados de forma bem clara e cara a seus assinantes. E aqui no Brasil, no Vale do Sinos, também temos o nosso pesquisador de tendências, o UseFashion.

    Porque o Google entrou nessa então, se já tem tanta gente? Esses locais que oferecem aos seus assinantes os dados coletados, catalogados, organizados, inclusive com texturas, tecidos, modelos, etc. Trabalham com projeções para mais de um ano, o Google apresentou um relatório para a próxima estação do hemisfério norte, o verão, que inicia daqui a mais ou menos um mês. 

    Dessa forma, o site utiliza os dados que são fornecidos para eles a todo momento pelos usuários em suas “googladas, para catalogar e ver o que está em ascensão e declínio. Ou seja, o material já é entregue pra ele, o que eles fazem é analisar e catalogar seus números. Um relatório, assim, tão próximo em matéria de tempo atende a muitas demandas atuais da indústria da moda. Apesar de que o Google tenha apresentado seu levantamento mais focado em consumidor final e não em varejo, a reflexão sobre o que isso significa ainda é válida. 

    Esse mercado, assim como as pessoas/humanidade está constantemente em mutação, por nenhum dia se mantém estático. E com as novas tecnologias, tudo tem se modificado com uma velocidade nunca antes vista, uma vez que a informação tem circulado de maneira absurda. 

    Já comentei aqui, que a modelo estruturado pelas marcas de fast fashion, e que também é seguido por muitas marcas de slow fashion (o tempo de criação, produção e chegada dos produtos no ponto de venda é de menos de um mês) está fazendo com que outros segmentos se ajustem, e esse tipo de report que o Google apresentou demonstra isso.

    Com as informações circulando a velocidade nunca antes percebida, a população em constante mutação, fica cada vez mais complicado prever o que estará no gosto das pessoas daqui há muito tempo. Mapear o agora e agir de acordo, pode ser o grande diferencial para as marcas que querem atender seu público e seguirem lucrando. Nada mais correto do que o Google utilizar seu imenso acervo de dados para divulgar e demonstrar o que está acontecendo no que se refere aos anseios da moda. 

    Pra ver mais sobre o relatório dá pra ir nesse post aqui do site FFW, que fez um resumo em português, e pra ler completo em inglês é por aqui.

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    Que anos 70 tem sido o queridinho da moda, principalmente a alfaiataria dessa época, já sabemos e vemos há um tempo. Mas o que isso tem a ver com a nova forma de consumir e as mudanças que acontecem no mercado da moda?

    Esse segmento, assim como tudo no universo, está em constante e gradual mudança. O fortalecimento das marcas de fast fashion e a consciência de uso e descarte dos produtos também são fatores a serem analisados, afinal, sob o viés das mudanças que esse tipo de negócio desencadeia em termos de alcance e rapidez, bem como a mentalidade atual - e futura - da população, não podem ser ignorados. 

    E é neste ponto que parte o meu recorte do uso desse “70’s tailoring” como tendência nas próximas coleções. Explico: com o fast fashion, a moda ganhou uma velocidade nunca antes atingida. Marcas como a Zara, levam menos de 15 dias para criar, desenvolver e colocar produtos novos em suas lojas. Esses pontos de venda, recebem duas vezes por semana peças novas. Além de conseguir entregar em 24 horas um pedido de qualquer uma de suas lojas da Europa, ou Estados Unidos (para América Latina e Ásia, esse tempo é de 48 horas). A agilidade que esses grupos garantem é extremamente atualizada com o anseio por novidades e a “falta de paciência” que nós, consumidores, temos para esperar produtos. Ver um desfile e aguentar seis meses para ter aquelas roupas, não serve mais. 

    Essa mega agilidade tem afetado drasticamente a indústria, porque eles conseguem entregar rápido e barato o que as pessoas querem, no momento em que querem. Contudo, nada é perfeito, e qualidade têxtil e de produção se perdem para bem de manter políticas de preços e logística. E se por um lado, parte da população esta preocupada com a rapidez, outra parte da população está buscando um consumo consciente e sabe, que para isso a entrega a tempo e a hora, e os preços, se modificam. 

    Com o “novo consumidor”, uma roupa que dure poucos meses não serve. Trabalho escravo para segurar um preço baixíssimo é incabível. Tecidos que são feitos em fibras artificiais, que passam por processos de fabricação que atingem diretamente o meio ambiente tampouco ganham espaço com essa mentalidade que toma conta do mundo aos poucos. Eis aí o encaixe perfeito dos “70’s tailoring”. 

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    A antiga técnica explora as habilidades do fabricante, pois seu grau de dificuldade é maior. Para produzir alfaiataria o sistema de fabricação que visa a alta velocidade não serve. Tem-se que desenvolver os profissionais que confeccionam e buscar um maior rigor na entrega. 

    Além disso, para se obter um bom caimento dos produtos, as roupas devem ser feitas em tecido plano, que normalmente são feitos com fibras naturais como algodão, linho, etc.. Ou seja, tecidos que são vistos como de melhor qualidade.

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    O desenho clássico, feito de maneira mais consistente, aliado a tecidos de melhor qualidade faz com que os peças permaneçam mais tempo nos guarda roupas. O que acaba por ajudar as marcas que não são de fast fashion, já que elas tem mais tempo para produzir, e atendem aos desejos daqueles que tem essa nova mentalidade e maneira de ver vida. Portanto, os 70’s vem muito a calhar nesse momento. Na moda, nada é simplesmente por estética, sempre se tem um algo a mais, um interesse, financeiro, além do que é visto. E essa tendência fomenta tanto a indústria têxtil, como as marcas que estavam sendo prejudicadas com o forte alcance das grandes marcas de moda que oferecem preços super baixos. 

    Pra entender mais sobre essas marcas de slow fashion e comportamento desse consumidor é só olhar esse post aqui.

    E pra ver imagens de alfaiataria, todas dos anos 70, é só ir nesse board do Pinterest.


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